• Dra. Tamara Haesbaert

Diabetes e COVID-19 – Orientações gerais

Atualizado: 4 de Mai de 2020


Entenda algumas dúvidas sobre o Covid-19 e diabetes:


1- Por que as pessoas com diabetes estão no grupo de maior risco de infecção em relação ao COVID-19? Pessoas com diabetes não tem maior risco de infecção, mas sim de maior gravidade da COVID-19.

2- Pessoas com diabetes controlado têm menos risco de complicações relacionadas ao coronavírus? O risco de complicações pelo COVID-19 é muito menor e quase igual ao das pessoas sem diabetes se os níveis de açúcar no sangue estiverem controlados.

3- As pessoas com diabetes estão no grupo de maior risco para evoluir com as formas graves da doença? As pessoas com diabetes que estão no grupo de maior risco para evoluir com as formas mais graves da doença são aquelas com longa história de diabetes, mau controle metabólico, presença de complicações, doenças concomitantes e especialmente idosos (maiores de 60 anos), independentemente do tipo de diabetes. 

O risco de complicações na pessoa com diabetes bem controlado é menor, tanto para diabetes tipo 1 quanto para tipo 2.


4- Os sintomas da COVID-19 são diferentes em pessoas com diabetes?  Não, os sintomas serão os mesmos da população sem diabetes. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca e cansaço. Podem estar associados: coriza, obstrução nasal, dor de garganta. Quadros gastrointestinais como diarreia, são menos frequentes. A maioria das pessoas infectadas apresentam sintomas leves (febre, tosse e, em alguns casos, pneumonia). Cerca de 14%, a menor parte das pessoas infectadas, podem desenvolver sintomas graves (dificuldade em respirar e falta de ar), necessitando internações para tratamento com suporte de oxigênio.


5- Todas as pessoas com diabetes tem imunidade baixa? A pouca ou ausência de insulina afeta a imunidade? A baixa imunidade na pessoa com diabetes está ligada à elevação do açúcar no sangue, não à falta de produção de insulina. Por isso o controle da glicemia, através de monitorização, uso adequado da insulina ou medicação oral, alimentação equilibrada e exercício físico, vai permitir que a pessoa com diabetes enfrente o coronavírus com menos riscos à sua saúde.  A pessoa com diabetes que está muito acima do peso também pode ter a imunidade afetada por ter maior inflamação desenvolvida por este excesso de peso.

6- O risco de complicações da COVID-19 é maior tanto para quem tem diabetes tipo 1 quanto tipo 2? O risco de complicações é maior para aqueles com 60 anos ou mais, que já tenham complicações do diabetes, com outras doenças como a pressão alta e que estão com altos níveis de açúcar no sangue, independente do tipo de diabetes.


7- Pré-diabetes é considerado grupo de risco? Não há dados disponíveis com nível de evidência que possa afirmar que pacientes pré-diabéticos tenham risco aumentado diante de uma infecção do coronavírus. Deve-se observar se o pré-diabetes está presente em pessoas com outras patologias associadas e em idosos.

Orientamos que todos as pessoas, em risco ou não, devam seguir as mesmas orientações gerais para evitar o contágio e seguir todas as orientações das autoridades sanitárias vigentes.

8- A mulher grávida com diabetes têm um risco maior de contrair a COVID-19? Durante a gravidez pode ocorrer um enfraquecimento no sistema imunológico, devido a alterações hormonais, sendo necessário ter atenção redobrada para evitar problemas como resfriados, gripes e infecções urinárias. É fundamental um controle muito melhor também das glicemias, que deverão ser medidas com maior frequência também para o bem estar da mãe e do feto.

9- Existe algum medicamento para o tratamento da infecção pelo coronavírus? Isso é diferente para as pessoas com diabetes? Embora as pesquisas continuem avançando para a busca da cura, não há medicamento específico que seja eficaz ou seguro para tratar infecção pelo coronavírus. Até o momento, não há evidências de que o tratamento será diferente para uma pessoa com diabetes. Se há suspeita, as medidas indicadas são: repouso e ingestão de líquidos; cuidados com a boa alimentação, uso de analgésicos e antitérmicos para aliviar os sintomas; monitorar frequentemente sua glicemia e ajustar as medicações e doses de insulinas se necessário e sob supervisão médica.   10- Existe algum tratamento com remédios alternativos que beneficiem ou previnam que pessoas com diabetes possam se infectar por coronavírus? Não há tratamento para a infecção por coronavírus até o momento em nenhuma população, sejam pessoas com ou sem diabetes.  Não há qualquer evidência científica de que suplementos vitamínicos, infusões ou chás, alimentos específicos ou ações como lavagens nasais com solução salina possam conter ou serem terapêuticos na melhora da COVID-19.  11- Qual medicamento não deve ser usado por pessoas com diabetes, com suspeita ou confirmação de infecção pelo coronavírus?  Ainda não há uma resposta definitiva para esta suspensão. Mas um estudo mostrou que a excreção do coronavírus foi prolongada com o uso do medicamento Ibuprofeno. Como medida de precaução, prefira uso de dipirona e paracetamol em casos de dor ou febre, até que mais dados de segurança sobre os anti-inflamatórios, incluindo o Ibuprofeno, sejam publicados.   12- Se a pessoa que tem diabetes estiver com suspeita de ter o Coronavírus, o que deverá fazer? É importante seguir todo o protocolo de isolamento dentro da sua própria casa inicialmente durante 14 dias. É fundamental fazer a monitorização das glicemias capilares mais frequentemente de acordo com a orientação médica.  A COVID-19, que geralmente cursa com febre, aumenta as glicemias, podendo descompensar o diabetes ocorrendo maior necessidade de tomar líquidos (água) para evitar uma desidratação também. Caso os sintomas piorem, ou se a pessoa apresentar falta de ar (desconforto respiratório), deverá procurar um dos hospitais indicados para o tratamento do Coronavírus. Fonte: diabetes.org.br/covid-

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